Reforma Tributária: O que Muda para 2026
Estimated reading time: 5 minutos A Reforma Tributária brasileira é uma das transformações mais aguardadas na área fiscal dos últimos anos. Após décadas de discussões e debates, o país começa a imple...
Alida
12 de dezembro de 2025

Estimated reading time: 5 minutos
A Reforma Tributária brasileira é uma das transformações mais aguardadas na área fiscal dos últimos anos. Após décadas de discussões e debates, o país começa a implementar, gradualmente, um novo sistema de tributos que promete simplificar a cobrança de impostos, reduzir a cumulatividade e modernizar o ambiente de negócios. A partir de 1º de janeiro de 2026, as empresas e contribuintes começam a enfrentar as primeiras mudanças práticas desse processo.
O que é a Reforma Tributária?
A Reforma Tributária aprovada no Brasil altera a forma como impostos sobre consumo são cobrados, substituindo a atual multiplicidade de tributos por um modelo mais integrado e simplificado. Em vez de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, o sistema passará a contar com dois novos impostos principais: IBS e CBS, ambos inspirados no modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
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IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): substitui ICMS (estadual) e ISS (municipal).
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CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): substitui PIS e Cofins (federais).
Esses tributos começam a ser testados em 2026, em um ano de adaptação e preparação para a transição completa, que seguirá até 2033.

O que muda em 2026?
1. Ano de testes e transição
O ano de 2026 será marcado por uma fase de transição do novo sistema tributário. Embora o IBS e a CBS comecem a ser implementados, sua aplicação será gradual e com alíquotas simbólicas em comparação com o modelo atual. Isso significa que as empresas precisarão operar com dois sistemas tributários simultaneamente — o antigo e o novo — ao longo dos próximos anos enquanto a legislação é ajustada e os mecanismos de compensação são calibrados.
Segundo a regulamentação em andamento, em 2026 o IBS terá alíquota inicial de cerca de 0,1% e a CBS de 0,9%, mas esses valores podem ser usados apenas para fins de testes, sem cobrança efetiva, enquanto o sistema é validado.
2. Emissão de notas fiscais com novos campos
Com a transição tributária, haverá mudanças na emissão de notas fiscais eletrônicas (NF-e e NFC-e). A partir de janeiro de 2026, as empresas deverão incluir campos e informações específicas referentes ao novo modelo de tributos (IBS e CBS) nas notas fiscais — mesmo que a cobrança efetiva ainda não seja obrigatória. Isso exige ajustes nos sistemas fiscais e nos processos internos das empresas.
3. Obrigatoriedade do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE)
Outra mudança importante que começa a vigorar em 2026 é a obrigatoriedade do Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como canal oficial de comunicação entre empresas e a Receita Federal. Através do DTE, todas as notificações, intimações e avisos fiscais serão enviados eletronicamente, substituindo métodos tradicionais de comunicação.
Impactos práticos para empresas e contribuintes
1. Adequação de sistemas e processos
Empresas precisam adaptar seus sistemas de gestão e ERP para refletir as novas exigências fiscais e gerar relatórios compatíveis com o novo regime tributário. Isso inclui atualizações em sistemas de faturamento, contabilidade e emissão de documentos fiscais.
2. Planejamento tributário e financeiro
O ano de 2026 deverá ser usado como período de planejamento tributário, com testes e simulações para medir o impacto das mudanças sobre preços, margem de lucro, fluxo de caixa e competitividade. A necessidade de investir em consultoria e tecnologia para gerenciar esse processo será crescente.
3. Transição gradual até 2033
É importante destacar que as mudanças completas só ocorrerão ao longo de vários anos: a partir de 2027 haverá aumento gradual nas alíquotas do IBS e da CBS e redução equivalente de tributos antigos até 2033, quando a reforma estará plenamente em vigor.
Como se preparar desde já
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Entenda o cronograma da transição: 2026 é o ano de testes e adaptação, não de cobrança plena dos novos tributos.
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Atualize seus sistemas fiscais e de gestão: garanta que seu ERP e software de emissão de notas fiscais estejam preparados para os novos campos e regras.
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Treine seus times de contabilidade e fiscal: equipes precisam estar alinhadas para interpretar e aplicar corretamente os novos requisitos.
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Planeje seu orçamento com foco em conformidade fiscal: avalie cenários e simule impactos tributários para ajustar preços e estratégia.
Conclusão
A Reforma Tributária inaugura um processo de modernização do sistema fiscal brasileiro que começa a mostrar seus efeitos já em 2026. Ainda que seja um ano de transição e adaptação, ele representa um marco para empresas, contadores e contribuintes — que precisam se preparar para um novo modelo tributário mais integrado, transparente e eficiente.
Adaptar-se com antecedência e contar com tecnologia e consultoria especializada pode ser um diferencial competitivo importante para enfrentar os desafios dessa transformação.
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