Nova Reforma Tributária Brasileira: Simplificação, Mudanças Graduais e Impactos no Consumidor
A nova reforma tributária brasileira, sancionada em janeiro de 2025, promete revolucionar o sistema de cobrança de impostos no país. Com o objetivo de simplificar a complexa estrutura tributária atual...
Alida
25 de fevereiro de 2025

A nova reforma tributária brasileira, sancionada em janeiro de 2025, promete revolucionar o sistema de cobrança de impostos no país. Com o objetivo de simplificar a complexa estrutura tributária atual, a reforma mantém a arrecadação e a carga tributária, mas introduz mudanças significativas que afetarão tanto empresas quanto consumidores. A implementação será gradual, iniciando em 2026 e progressivamente culminando na unificação dos tributos em 2033. Nesse contexto, este artigo explora os principais pontos da reforma e, além disso, analisa como eles impactarão o dia a dia dos brasileiros.
O que muda com a nova reforma tributária?
A reforma substitui cinco tributos atuais por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios. Juntos, eles formam um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), modelo já adotado em diversos países.
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CBS: Substitui PIS, Cofins e IPI.
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IBS: Substitui ICMS e ISS.
A alíquota média do IVA deve ficar em torno de 28%, com uma trava de 26,5% para evitar aumentos excessivos na carga tributária. Se a alíquota ultrapassar esse limite, o governo terá que revisar benefícios fiscais para reequilibrar o sistema.

Fases de Implementação
A transição para o novo sistema será gradual:
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2026: Início dos testes nacionais para CBS e IBS, com alíquotas simbólicas de 0,9% e 0,1%, respectivamente.
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2027: Entrada em vigor do Imposto Seletivo (IS), também conhecido como "Imposto do Pecado", e extinção do PIS, Cofins, IOF/Seguros e isenção do IPI (exceto para produtos da Zona Franca de Manaus).
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2033: Consolidação do sistema, com a unificação completa dos tributos.
Principais Mudanças e Impactos
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Imposto do Pecado (IS) O IS será cobrado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, veículos poluentes e bebidas açucaradas. A ideia é desestimular o consumo desses itens, ao mesmo tempo, em que se arrecada mais para cobrir os custos sociais gerados por eles.
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Cesta Básica Isenta A reforma mantém a isenção de impostos para 26 itens da cesta básica, como arroz, feijão, leite, pão francês e carnes. Além disso, alimentos como farinha de trigo, óleo de soja e sucos naturais terão redução de 60% na alíquota.
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Cashback para Famílias de Baixa Renda Famílias cadastradas no CadÚnico terão direito ao cashback, um sistema de devolução de impostos sobre gastos essenciais, como gás de cozinha, energia elétrica, água e telefonia. A devolução será de 100% da CBS e 20% do IBS.
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Medicamentos e Saúde Medicamentos registrados na Anvisa e fórmulas manipuladas terão redução de 60% na alíquota. Além disso, 383 princípios ativos para tratamentos graves estarão totalmente isentos. Serviços de saúde e dispositivos médicos também terão descontos.
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Profissionais Liberais e Nanoempreendedores A reforma cria a categoria de nanoempreendedores, para quem fatura até R$ 40,5 mil por ano. Esses profissionais terão isenção de CBS e IBS. Além disso, 18 categorias de profissionais liberais, como advogados, engenheiros e veterinários, terão redução de 30% na alíquota.
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Setores com Alíquotas Reduzidas Educação, saúde, transporte público, produções artísticas e culturais, além de itens de higiene pessoal, terão redução de 60% na alíquota. Bares, restaurantes e hotéis terão simplificação no cálculo de impostos, com alíquota reduzida em 40%.
Desafios e Críticas
Apesar da promessa de simplificação, a reforma enfrenta desafios. A transição gradual pode gerar insegurança jurídica e custos adicionais para empresas durante o período de adaptação. Além disso, a criação de exceções e alíquotas diferenciadas para diversos setores pode manter parte da complexidade do sistema atual.
Outro ponto de atenção é o Imposto do Pecado, que pode aumentar o preço de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas, impactando setores específicos da economia. Por outro lado, a medida é vista como positiva para a saúde pública e o meio ambiente.
Conclusão
A nova reforma tributária representa um passo importante para modernizar o sistema tributário brasileiro, tornando-o mais simples e eficiente. No entanto, seu sucesso dependerá da capacidade do governo e dos setores envolvidos em implementar as mudanças de forma coordenada e transparente. Para o consumidor, a reforma traz benefícios como a isenção da cesta básica e o cashback, mas também exige atenção aos ajustes de preços e alíquotas ao longo dos próximos anos.
À medida que as mudanças entram em vigor, portanto, será essencial acompanhar os impactos reais da reforma e, assim, garantir que ela cumpra seu objetivo final: um sistema tributário mais justo e eficiente para todos os brasileiros. Dessa forma, é fundamental que tanto o governo quanto a sociedade estejam engajados nesse processo, pois somente com transparência e colaboração será possível alcançar os benefícios esperados.
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