O Facebook está desistindo do projeto de ler mentes, onde iria desenvolver uma interface entre cérebro humano e computador, capaz de converter sinais neurais em palavras digitadas. Agora a empresa pretende investir no desenvolvimento de uma solução baseada em pulso, que pode atuar como um controlador em ambiente de realidade virtual.

Leitor de mentes

Durante uma visita a Havard no início de 2019, Mark Zuckerberg abordou a possibilidade de leitura de mentes, demonstrando que já estudava a possibilidade a mais tempo.

De acordo com Zuckerberg, pesquisadores podem distinguir quando uma pessoa está pensando em uma girafa ou em um elefante através da atividade neural.

A ideia começou com utilizar os pensamentos para navegar intuitivamente através da realidade aumentada em qualquer lugar.

E digitar com a mente, funcionária com os mesmos princípios.

O objetivo era desenvolver um sistema que permitiria que uma pessoa digitasse com a mente 5x mais rápido do que digitamos no telefone hoje.

Resultados da pesquisa

De acordo com um dos neurocientistas que trabalhou no projeto, diz que transformar esse dispositivo em produto está muito longe de ser real.

Mesmo abortada, a pesquisa do Facebook mostrou resultados impressionantes, mas ainda ficou distante do impacto comercial pretendido por Mark Zuckerberg.

Conseguiram por exemplo que um paciente vítima de derrame cerebral, conseguisse “digitar” frases com 15 palavras por minuto.

Uma rede social lendo sua mente

Muitas pessoas e grandes portais criticam o desenvolvimento dessa tecnologia de conseguir ler a mente das pessoas.

Pois de início, está sendo desenvolvida para fins científicos, principalmente para pessoas que não conseguem se comunicar.

Mas após isso, principalmente em uma rede social, essa tecnologia poderá ser utilizada para ler a mente dos seus usuários.

Como Nita Farahany, professora da Universidade Duke (EUA) disse em uma publicação “estamos prestes a cruzar a última fronteira da privacidade sem dispormos de nenhum tipo de proteção“.

Sem essa tecnologia em nosso dia a dia, já somos mapeados e seguidos pelos meios digitais como o Facebook e Google, imagina como seria se ainda pudessem ler nossas mentes.