Vale a pena fazer empréstimo para abrir uma empresa?
Para iniciar um empreendimento é necessário ter dinheiro, mas grande parte das pessoas que estão iniciando novos negócios não possuem esse dinheiro à sua disposição. Isso faz com que realizar um empré...
warlem Messias
27 de setembro de 2021
Para iniciar um empreendimento é necessário ter dinheiro, mas grande parte das pessoas que estão iniciando novos negócios não possuem esse dinheiro à sua disposição. Isso faz com que realizar um empréstimo seja uma opção muito utilizada por novos empreendedores, mas que se escolhida sem planejamento, estudo e estratégia, pode levar a um endividamento severo ou até mesmo levar o empreendedor à falência. Então saiba agora como se organizar e escolher qual a melhor opção para você.
O que é empréstimo?
Um empréstimo é uma operação financeira de crédito, onde uma instituição fornece dinheiro a um cliente.
Esse dinheiro será pago de volta em um prazo determinado e com acréscimos de juros e taxas administrativas.
Os juros são calculados de acordo com fatores como:
-
Prazo para pagamento;
-
Quantidade de parcelas;
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Método e cálculo de amortização;
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Oferecimento ou não garantia fiduciária;
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Risco de o cliente não pagar.
A instituição realiza uma pesquisa do histórico do contratante para saber a confiabilidade do contratante.
Divisão dos valores de empréstimos
Os valores dos empréstimos são divididos em:
-
Valor principal: o custo contratado pelo cliente mais os impostos e taxas;
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Valor de juros: o valor cobrado pela instituição financeira como custo de sus serviços, baseado nos riscos da operação;
- Saldo devedor**:** o total que o cliente deve, ou seja, principal + juros.
Diferença entre empréstimo e financiamento?
Um empréstimo é quando uma instituição fornece dinheiro a um cliente e o valor é depositado direto na conta e pode ser gastado da forma que o cliente quiser.
Já no financiamento, a instituição empresta o dinheiro, mas para um fim específico, seja automóvel, terreno, casa, ...
Normalmente os financiamentos possuem juros mais baixos em comparação aos empréstimos, pois a instituição pode utilizar o próprio bem como garantia de pagamento.
Dessa forma, se o cliente não pagar, a instituição toma para ela o bem como forma de pagamento [blocked].
Mas isso não significa que a dívida será quitada, pois além dos juros, o bem perde valor com o passar do tempo, dessa forma o cliente ainda tem dívidas com a instituição.
Qual escolher?
Escolher entre empréstimo e financiamento vai depender das necessidades do negócio do cliente.
Mas normalmente o empréstimo é a opção mais escolhida pela questão de o cliente adquirir diversos bens distintos.
Mas em compensação, o financiamento costuma sair mais em conta para o cliente.
Tipos de empréstimos
Empréstimo direto pessoal ou empresarial
É a forma mais simples de se captar dinheiro. O cliente recebe os valores da instituição financeira contratada, assumindo o compromisso de realizar o pagamento em determinado prazo.
Isso mediante o pagamento de parcelas que podem ter valores iguais, regressivos ou progressivos. Seus juros costumam ser altos, e variam de acordo com a análise de crédito do cliente.
O empréstimo empresarial possui algumas semelhanças com o pessoal, entretanto, ele é regulamentado de maneira diferente.
Menos instituições financeiras podem oferecê-lo, mas normalmente há uma margem maior de negociação tanto para juros, valores e prazos.
O empresário precisa levar vários documentos comprobatórios da situação da empresa e das condições de sua sociedade, caso houver outros sócios.
Como o empréstimo empresarial é uma operação estratégica para o país, os bancos públicos e privados costumam ter linhas especiais para estes clientes.
A contratação é mais burocrática, mas pode ser muito mais estratégica.
Empréstimo consignado
Uma das melhores formas de se contratar crédito a juros baixos, porém, está disponível apenas para funcionários públicos, aposentados ou pensionistas do INSS ou empresas privadas com convênio direto com o banco fornecedor dos valores.
Aqui, as parcelas são debitadas automaticamente do benefício/salário mensal do cliente.
O valor máximo da parcela normalmente não pode ocupar mais de 30% da renda do cliente, chamada margem consignável.
Empréstimo com penhor/garantia
Nesta modalidade, a contratação é facilitada e em muitos casos o cliente sequer passa por análise de crédito.
Entretanto, a contrapartida é que o cliente penhore a propriedade de um ou mais de seus bens para que o banco tome posse em caso de não pagamento dos débitos.
Crédito Rotativo e Cheque Especial
Vamos citar estas duas operações apenas para sua informação, mas utilizá-las não é nada recomendável em razão de seus juros extremamente altos.
O crédito rotativo é fornecido para clientes que não conseguem pagar a totalidade da fatura do cartão de crédito.
O cheque especial é um empréstimo de emergência para clientes que vão utilizar um cheque para determinado prazo, sem ainda ter os fundos necessários para a sua compensação.
Os juros são altos porque o cliente está emprestando dinheiro para pagar valores já utilizados, ou seja, de grande risco de calote.
Não use em sua empresa, a não ser em caso de extrema emergência.
Normalmente, empresas utilizam o empréstimo empresarial para iniciar suas operações.
Entretanto, como aqui também tratamos de micro e pequenos empreendimentos.
O crédito pessoal pode ser uma operação mais fácil e menos burocrática de se contratar, o que facilita e agiliza a vida do empreendedor.
Por isso, as outras modalidades de empréstimo também são mencionadas.
(Fonte: Blog SEBRAE).
Vale a pena fazer um empréstimo?
Sim, vale apena fazer um empréstimo desde que seja muito planejado com muito cuidado.
Pois sem um bom planejamento, pode acontecer de o contratante não ter sucesso financeiro e com isso não conseguir arcar com os débitos do empréstimo.
Por isso, reúna-se com seus sócios e apure tudo o que deverá ser investido ou adquirido antes do início das operações, como:
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Compra ou aluguel de imóveis;
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Compra de equipamentos, mobílias e despesas administrativas iniciais;
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Documentos e taxas cartoriais;
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Contratação e gastos com funcionários;
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Custos de operação até a empresa obter lucro;
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Contas mensais como água e luz;
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Entre outros possíveis gastos de acordo com a direção e desenvolvimento da empresa.
Então, para que seu negócio cresça e desenvolva bem, é necessário fazer um bom planejamento, com bastante estudo e com uma boa estratégia.
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